A Lapa Vermelha possui uma instalação lavadora produzindo
calcário lavado especial para siderurgia, brita totalmente isenta de pó, dentro dos mais
altos padrões de qualidade. Construída com know-how próprio, tem capacidade para
classificar 170 toneladas/hora de material britado.Além da brita lavada, a empresa
oferece ao setor da construção civil areia artificial, dois produtos de alta qualidade
para um concreto econômico e resistente. Outro produto de destaque é o Pó Calcário
Lapa Vermelha, um insumo de baixo custo, fundamental para a agricultura.
Ele corrige a acidez do solo, garantindo total aproveitamento dos fertilizantes e
nutrientes naturais. Na mina da Lapa Vermelha, a lavra ocorre a céu aberto (open pit) com
a formação de bancadas de10 a 12 metros de altura.A perfuração é feita por
máquina
sobre esteiras, autopropelida com comando hidráulico. Para o desmonte, são utilizados
explosivos convencionais. A empresa possui duas escavadeiras
Liebherr, com capacidade para 600t/hora, atendendo a indicações do seu projeto de
modernização tecnológica. O minério é então carregado em caminhões fora-de-estrada
até a britagem, onde é beneficiado. O material passa por britadores e rebritadores, é
selecionado nas peneiras e classificado nas faixas granulométricas requeridas. Ainda no
final de 90, uma modificação nestas instalações elevou a capacidade de produção para
240 mil t/mês, para um regime de trabalho ininterrupto com 5 equipes de
revezamento.
A Cal é um produto que encontra largo emprego nos dias
atuais. É utilizada na siderurgia e na metalurgia, na indústria de celulose, na
fabricação de vidros, açucar, tintas, graxas, entre outros. Empregada no tratamento de água e efluentes industriais,
encontra ainda aplicações medicinais, botânicas e veterinárias. Para atender a estas
faixas de mercado, a Lapa Vermelha produz cal virgem cálcica de alta reatividade.A
produção atual é da ordem de 200 mil toneladas/ano. O Óxido de cálcio ou cal virgem não existe na natureza
em estado puro. Para se produzir uma boa cal é necessário que o calcário seja o mais puro possível, com elevado percentual de carbonato de cálcio. Na Lapa Vermelha, o calcário alcança teores médios acima de 98%. Uma composição química privilegiada que, somada a um moderno processo de calcinação, garante alta qualidade ao produto final. A Lapa Vermelha iniciou sua atividade em calcinação com a aquisição de um forno rotativo para a produção de cal em 1982. Esta instalação foi ampliada nos anos seguintes com a entrada em operação de dois fornos verticais tipo Azbe, que vieram triplicar a produção, em uma época de restrição ao uso de derivados de petróleo porque os combustíveis representam um item importante da pauta de importações. Estes forno foram adotados por consumirem lenha, combustível renovável através de reflorestamentos de grandes áreas com eucaliptos. Com o aumento da produção da Petrobrás e com exigências crescentes de melhor qualidade do produto pelo mercado, a Lapa Vermelha investiu em tecnologia, instalando dois fornos verticais com tecnologia Suíça (MAERZ) com capacidade de 250 toneladas por dia, cada um. São fornos de alto rendimento térmico (baixo consumo de energia por tonelada de cal produzida), com operação automatizada que produzem cal de alta qualidade além de reduzirem as emissões de CO2 comparativamente a outros equipamentos. O combustível atualmente usado nos fornos é o GNP (Gás Natural de Petróleo) que é combustível industrial mais limpo que existe.
Transportados por caminhões, os produtos da Lapa Vermelha alcançam com agilidade a malha rodoviária do Estado, através da Via Urbana Norte - MG 424. Para aprimorar ainda mais o sistema de distribuição, a empresa decidiu investir na construção de um ramal ferroviário próprio, ligado à linha central da Ferrovia Centro-Atlântica, entre as estações de Nova Granja e Pedro Leopoldo. Suas duas plataformas de embarque equipadas com balanças de fluxo, realizando o carregamento de vagões com peso controlado. Este sistema tem capaciade para expedir até 150 mil toneladas por mês.
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